coração amorfo.

sim ou não ?

Publicado em 1 por coracaoamorfo em 23 23UTC Novembro 23UTC 2009

Enquanto ainda amo você.

 

 

                                                                                                               Pode ser ainda. Ou.

Pessoas ao meio.

Publicado em enchendo os pulmões., sem pulso., veia. por coracaoamorfo em 10 10UTC Novembro 10UTC 2009

Minha vida é cheia de pessoas ao meio. O que me leva a concluir que devo ser também, e assim vivo rasurada. É como um vaso com terra e sem flores, que mesmo assim insisto em encharcar d’água. É tudo um borrão cor de nada. Eu preferia o nublado, cor que vestia seus olhos, mas percebe que até terra apodrece? Que até a terra morre?!

hoje.

Publicado em veia. por coracaoamorfo em 2 02UTC Novembro 02UTC 2009

Eu só reconheço seus restos. Só te encontro no que há de mim em você, o que não é mais o mesmo e é hipotético. Ontem fui indecente, outra noite tive que calar a boca porque estragava a música. E foi assim mesmo, com essa mesma disposição que um de nós estragou tudo das outras vezes. Hoje estou preferindo seu silêncio remoto e quando eu jurava te conhecer. Hoje vou também preferir os cães, a cama e o calor do que a sua companhia.

poeira e o que vem com ela no vento.

Publicado em 1 por coracaoamorfo em 20 20UTC Outubro 20UTC 2009

Ontem choveu poeira. Entrei com baldes d’água corpo adentro, eu estou precisando irrigar as veias. Sabe os canários estão parecendo abutres esse mês.

secura.

Publicado em 1 por coracaoamorfo em 19 19UTC Outubro 19UTC 2009

O dia hoje está parecendo caber dentro de um pacotinho de salsichas compactado e a vácuo. Minha cabeça está sem oxigênio também, fiquei do teu lado e roubei tuas energias. Acho que hoje choverá forte, mas estou com preguiça demais até para me deixar molhar – vou ficar seca até no banho.

O que você encontra aqui:

Publicado em 1 por coracaoamorfo em 6 06UTC Outubro 06UTC 2009

Pêlos em ovos (?).

Sim, é pra você aí que tem a curiosidade maior que a barriga.

Publicado em 1 por coracaoamorfo em 3 03UTC Outubro 03UTC 2009

Aqui escrevo o que é necessidade soltar. Não escrevo para que você que para mim são os outros, entender. A minha vida pra você é vista da superfície, você não chega perto nem dos atalhos. Isto é ínfimo para alheios como você. É homeopático para mim. Há quem busque a vida dos outros, como você busca a minha, para dar explicações para a sua própria vida. É mais fácil e justificável buscar falhas nas linhas que escrevo do que em sua própria vida, eu sei. Eu também já fiz isto muitas vezes. Só que este engano só trás estrago a você mesmo. Acreditar na mentira dos outros já é falta de credulidade em si próprio, mas acreditar nas próprias mentiras é burrice. Não me leia querendo me ter em tua vida, você já não me dá bom dia, boa tarde ou boa noite ou mesmo pergunta como tenho passado. Não torne tua curiosidade  sua inimiga, faça uso dela pra tua inteligência não ficar escondida no seu íntimo. A minha está sempre abraçando cada vez mais o mundo e gostando cada vez mais do nublado que ele tem.

pra você que ainda não passou 2.

Publicado em enchendo os pulmões., veia. por coracaoamorfo em 1 01UTC Outubro 01UTC 2009

Medir palavras. Devia ter feito isso não da última vez que escrevi, mas das últimas vezes em que não fomos, mas estivemos. Pra mim é melhor esclarecer até o que está morto, só assim enterro de vez a morte e volto a florescer. Erva-daninha floresce? Eu talvez sim. Só sei que nosso terreno é fértil, não consigo vê-lo apodrecer como tem acontecido. Podemos não nos olhar, fingir inodoros, incolores um pro outro – eu posso me comunicar por aqui com você, por essas linhas, pois sei que você as lê. A realidade tua não precisa mudar. Não quero confundir, embaraçar, enlear, só esclarecer, talvez também não morrer. Não precisamos nem conversar– e pra falar a verdade, eu fui te buscar quando senti que as coisas precisavam ser ditas se não iríamos nos matar por olhos e por palavras não ditas ou ditas com muito rancor, não pelo coração. Não quero fazer escolhas por você, nem induzir a isto. Só precisava dizer. Não vou pedir desculpas pelo desabafo. Pelo que vivemos, fomos e não soubemos dar ponto final. Me culpa pelo seu fim de semana ruim? Sei que sim. Eu não culpo ninguém além de mim sobre meus erros e todos os exageros que cometo, e todas essas palavras que vomito. Se não gosta de ouvir é porque veracidades doem. Erros doem quando a consciência vem pesando e quer acertar. É isso que mais dói, ter mãos, ter consciência do que precisa ser feito e não fazer. E mais uma vez as atitudes vão faltando-nos. Se minhas palavras atingem de maneira ruim, eu sinto, porque não era para provocar, para brigar ou mesmo para magoar. Magoados nós já estamos um com o outro há muito tempo e isso eu gostaria de curar, como a violeta que nunca seca. Sei que não vamos cicatrizar, mas também não precisamos ficar fedendo. Vamos entrar numa sala de cirurgia, vamos nos cuidar, vamos tirar esse câncer. Você pode ter minha amizade quando quiser. Sabe o quanto sou reservada e preservo o que é verdadeiro, por isso estou tentando de alguma maneira não deixar isso arruinar. Sei que você longe, as coisas desandam – tanto pra mim quanto pra você. Eu não sou cega, meu coração muito menos precisa de um cão guia. Sabe o que é engraçado nisso? Minhas palavras e eu. São a mesma coisa, estão na mesma pessoa, mas muitas vezes uma tem medo da outra e por isso não agem juntas sempre. É como o corpo não seguir a mente por ter medo dela, e vice-versa, mas também por isso sou tão cruel comigo e fui sempre tão megera com você. Eu sempre quis o melhor, mas nunca fui a mais certa de corpo, como você também não foi. Cobrar por erros do passado é irremediável, é necessário cobrar pelo que se deve ter aprendido com todos eles e eu me cobro por isso, pois aprendi muito com cada fragmento de erro e culpa que me causaram. Viver mentira é viver de vazio, é viver de vento. Você como eu, precisa de espaço pra viver. Precisa se achar dentro dos teus sóis, rés e mis, como eu das minhas tintas. Precisa além de tudo ver que o mundo só é mundo se a gente quer e assim não é ruim, porque o resto não precisa da gente, só precisa viver. E eu não quero viver cheia de coisas ruins a nosso respeito, perder o respeito por alguém que deve continuar grande em mim e é por isso que não devo e não vou te pedir nada. Eu só espero que a gente se cure. E fique bem JUNTOS.

Pra você que ainda não passou.

Publicado em enchendo os pulmões., sem pulso., veia. por coracaoamorfo em 23 23UTC Setembro 23UTC 2009

Não se cura um amor com outro amor, isso não fui eu quem disse primeiro, nem quem dirá por último. Meu pé de pimenta está brotando novamente – é sinal de que a vida nos volta, só você precisa também intuir. Roxo é a cor da cura, mas meu coração continua rubro e o teu surdo pelas notas de tuas músicas. A mágoa nos foi mútua e o que escrevo aqui não é provocação, é desabafo pedindo perdão. Perdão do que fomos à presença e no silencio de mãos dadas, bocas caladas e gemidos travessos – sem versos, reversos com medos.  Eu aqui te procuro por te ver fugindo também como eu, mas sem querer colocar palavras em tua boca como sempre fiz, eu só estou assumindo os sentimentos meus. E, de todo mal que te causei, de todo mal que me causou igual, pior, o mesmo, eu não te peço de volta, porque as coisas não voltam. A roda gira, e o adivinha continua. Tudo continua. O mundo pode ser pequeno, o mundo vai continuar a ficar menor. Essa nossa história não se pontua, ela não parou pelas tristezas, pela falta de respeito e pela indiferença que não ouve. Pelo contrário, os caminhos diversos continuam sendo paralelos, e no fim tudo se limita a um mesmo ponto – é aí que te encontro de novo, porque um grande amor, não se cura com outro amor, nem que este seja também um amor maior.

Nicotina.

Publicado em enchendo os pulmões. por coracaoamorfo em 21 21UTC Setembro 21UTC 2009

Estou com uma imensa dor no peito e falta de ar, mas desta vez não é por ou de amor – só para variar.