ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
ela era igual você.
Parei diante da porta aberta e não soube mais o que ia ou o que ficava, parei também o relógio pras horas não passarem. Parei pra não precisar mais continuar com o absurdo, parei pra não pensar, pra não chorar e não ter vontade de ir embora com você. Agora não estou incomodada com sua partida e nem com meu coração amorfo, eu parei. Feita de amores ou não, nasci para amar. O amor sempre me foi vão, foi um detalhe de Deus na mão do Diabo. E sem razão o amor corroeu de dentro afora. Já a ela e eu, brindo a sobriedade que é maior que a embriaguez – bebemos de outros corpos, mas dos nossos saciamos a minha, a tua sede e o medo de secarmos sós. A necessidade de amor nos é tanta que amamos uma a outra pela solidão que sentimos por erros cometidos ao devorar corpos e mais corpos sem anseios, sem cobiça, sem verdades; preocupadas somente com o prazer de nossa carne e deste erro cometemos juntas uma mesma vez, um mesmo fato – conjugal. Somos nossas melhores partes desde o dia em que brochamos, murchamos, secamos e desafinamos nos nossos erros, e o estanque de todo sangrar convenceu-se que só juntas podemos suportar nossas dores, a sujeira de nossas almas mal-amadas. Amamo-nos da tristeza que consiste em nossas genuínas almas – somos escárnios e gozamos de molhar nosso lençol, rimos à sorrir de nossas desgraças.
minha preferência por cães.
Antes de o teu coração ter chorado, o meu tomou de seu ácido e assim também chorou. Não foi a tonalidade da minha voz, que antes quente passou a ser fria. Mãos e pés já haviam gelado embaixo de cobertas e a tentativa de água fervente também falhou. A saudade não cabe mais como as promessas feitas – a saudade também quebrou. Não quero re-sentir e nem mais assim me atirar, pois se tudo o que já vivi disse serem aventuras desordenadas, eu acreditei em você, se for assim eu dispenso o amor, pois eu só soube idear. E quando acreditei amar, você me fez acreditar ser louca. Pois uma credibilidade que acaba em passos lentos até uma grande linha larga e assim os afetos agudos que no fim me desapontam, seria por querer colocar realmente um ponto final, mas sempre existem as próximas linhas e as páginas brancas.
E de conversas em silêncio e sentimentos trocados complicados com meu único amigo que tem mais ossos que carne, ossos fracos que em dois tempos podem se quebrar, mas que se fortalecem com o corpo alheio, eu compartilho meus cacos. É de tanta facilidade obter cálcio de um coração que só tende a escutar que eu acabo preferindo assim, a minha companhia e a dele.
alcool, cigarros&você.
Domingo, 26 de novembro de 2006.
A paciência se esgotou e ainda está claro; o horário de verão terminantemente me aborrece – a pele fica exposta a luz e a desobediência dos músculos sofre pelo ontem, pois tudo dói. Estou dolorida, dolorida, dolorida e não há relaxante muscular para aliviar.
- Madame Lexotan, você vai entrar em parafusos. Pare! Já te levo mais outro calmante.
Não há samba a dois entre nós, nem nós para desatar. As mãos que se comprometeram em não soltar, mas soltamos, saltamos, – um para cima, o outro para baixo; perdemos a dança, chegamos atrasados. Esperamos pela falta de ar, mas isto só arrepia a espinha. Estamos ficando aleijados.
A puerilidade laçou a fruta madura e devoramos o pecado e se ele é nosso eu não sei, mas do mundo eu só carrego o peso dos pés meus.
- Ah! o egoísmo te fisgou, menina. Agora é do anzol para fritar e devorar-se em sua mesa. Deguste da própria alma e não adicione sal, também não adoce. Coma cru!
Atormentada a mente de um doente, é tempestade com ventos comedores de miolos. Se pensar que são apenas miolos, sem fundos e nem mundos, eu brocharia. Os lobos são donos dos uivos agonizantes, mas enfim, o que te ansía? A pele branca, dona dos escritos na estante que te fazem sangrar como pedra? Sei… São seus medos enfileirados nas prateleiras juntos dos dela? Há! eu imagino como deve estar sendo olhar por esta janela agora, sei que pensa que pode estar observando o mesmo dançar das árvores velhas, – vermelhas as árvores velhas sem flores nos galhos, um tapete no chão – que aqueles olhos fundos, distintos e crus já puderam olhar. Mas olham. Olham-te! É frio na alma o seu tocar? Repulsa a pele branca como a de um anfíbio gélido?
Eu agora sei meus medos não coagularão até que seu sangue seque como o meu secaste. Mas sabe não se preocupe. Eles ainda correm ferventes feitos ácidos em outros corpos até que a morte os separe. É na saúde, é na doença, mas na saudade é que fica. Só não se esqueça você ainda me sente como amor, o ódio. E por única vez o coração meu bateu mais forte e logo na corrida dos ventos pelos trinta e dois cantos do mundo, parou de ecoar. Faleceu e quem falece uma vez não falece mais, pois como eu disse “ninguém me toca duas vezes”, já teve sua chance e eu desperdicei como um cigarro. Há quem fuma até o filtro, mas não tenho paciência de vê-lo definhar. Fora que, estou com a sua saliva queimando minha língua. Gosto ruim, e dos piores eu opto pela ausência de corpos. Eu quero morrer de amor. Eu quero morrer de amar!
- Isso pode demorar como pode acontecer rápido demais. Depois não diga que eu não avisei.
Como as peripécias minhas todas, é a morte-vida do instante que é intenso e me é eterno no coração. Não digo que tudo isto seja medo, pois não vejo nada arriscado e perigoso que possa vir à morte meu miocárdio. Ainda arrisco-me, jogo-me, mas sei que minhas verdades têm durado menos e não é questão de ceticismo ou caprichos baratos, é vivência com meus dois corações – pensante & amante. Se fosse eu um gato, já não teria minhas sete vidas para viver. Já morri de amor e sangrei até esgotar, até a pele ficar azul de tão branca e assim nada restar e eu não minto, até hoje, foi a melhor dor que senti, mas enquanto sentia roguei a Deus tua morte – própria morte. Feita de pecados, dos capitais aos carnais. É tanta sujeira que até deixa isso com cara de Hollywood – vira cinema. Eu sou o preto sujando o branco, um romance querendo avermelhar.
- Se não tem medo de ultrajantes sentimentos, continue e deixe-o ser blasfêmia tua até o dia que tiver que revogar.
Sinto que abraçamos sem os braços, falta aperto, mas não é hora pra isso. O clima é de zona nesse palco. Pintamos nossas caras de palhaços e não soubemos fazer ter graça uma só piada. Rimos da própria desgraça e espantamos a platéia, caímos na audiência. Esse palco começou a ecoar e eu tenho falado comigo mesma. Taxionomia. A semelhança delas comigo é páreo duro.
De fato, álcool, cigarros e nós duas não damos certo mesmo. Hora de fazer escolhas por mais fúteis que sejam. Cansei de brincar de ser criança com você, cansei de você dar a mão para minhas infantilidades.
Não merecemos esse soco no estômago, essa não-vida.
Terça-feira, 28 de novembro de 2006.
Vi a África em um filme minutos atrás. Parei certo instante, acendi um cigarro, apreciei minha tontura e o estômago raivoso; fotografei minha alma. Distantes os olhos meus – olhos pequenos, fechados para te ver dentro. É assim que te vejo, dentro – fora eu não alcanço.
A loucura pode ser apta de delírios lúdicos, ludíbrios, mas eu não pararei até ter meu sexo no teu e não é litígio da carne, é a demanda do surreal.
Lembrei de algo que escrevi quando pausamos última vez: “Preciso me odiar mais um pouco agora pelas palavras soltas de ontem, – verdades nos instantes que passaram. Dissipei-me na brisa e dela no vento forte que espalhou as mentiras que me sobraram no coração por cantos que eu nunca freqüentei em mim, teus vãos. Já disse que passava, que a repulsa viria e que a consciência traria a crítica para me ocupar o tempo, mas foi desastre porventura. O mais belo desastre – o que não nomeei. O sonho que me confundiu com realidade agora pouco me parece vivo ainda, era vermelho e se eu pudesse parar com as incertezas e os ‘talvez’ que uso em minhas frases, deixaria o platonismo inócuo de lado, te traçaria a noite inteira sem nada apagar – o fiz de croqui para meu coração.”
É-me o desnecessário. É-me o tamanho certo. Transborda em mim como nossos corpos juntos em uma banheira com água cuspindo pela boca. Eu não faço questão de mais nada e por mais que deixe o mundo impregnar a minha volta, – eu estranho – mas é você que eu respiro.
Sóbria. É assim que permanecerei passo por passo e mesmo impaciente por saber como são os tantos do teu coração, não tenho pressa, – meu amor não basta em um dia só, preciso da vida inteira ao teu lado pra descansar em paz. Preciso amar solto.
Quando escrevi no domingo, escrevi por estranhar os pés pisando em mesmo solo que outros e os outros, bem… Estes já não me importam, mesmo que os tenha em mim em pedaços, o que eu tenho de inteiro é você. E se hoje o desespero me bateu foi à falta do teu sorriso arrancando outro meu. E acredite, eu vou desta vez até você.
A parte burocrática vai ficar no meu esforço, na minha vontade e nas minhas garras. Já disse, eu vou desta vez até você pra não mais sentir apertar o peito de distantes estarmos.
o gato comeu minha língua.
Já tem um tempo que não escrevo aqui. Não quis me despedir de 2009 e também não quero dar boas vindas a 2010. Também não quero declarar felicidades ou chateações continuadas, pois bem sei que tudo tem um ponto, mesmo que este não finalize só dê pausa para demais procedências. Pelo menos respiro entre as pausas e tomo o maior fôlego possível para poder dar seqüência aos retratos e pinturas da vida.
Na verdade, não escrevo aqui há tempos porque o coração não tem feito outros barulhos a não ser de fome, e fizemos um trato – eu & ele – não falamos mais de você. Ele só se declara miúdo pro amor dos homens – e eu também.
casa-útero.
Hora ou outra vou precisar renascer. Não sei até quando esse útero conseguirá me acolher – há rachaduras nas paredes e o teto está criando buracos que dão pra ver lá fora. Não é tão feio e frio assim, eu me lembro.
calos na barriga.
Voltei a ler dicionário diariamente para ver se encontro outras palavras pra me preencherem ou que substituam o que sou vermelho adentro e já cansei. Meu combustível está quase no zero, e como eu já disse e escrevi, cansei do que me move. Estou cansada até dos meus cansaços. Fora a preguiça e a falta de vergonha na cara pra ainda estar empurrando você com a barriga que hoje já está cheia de calos.
um e-mail.
M,
Falei de você esses dias, mas não só pensei em você naquela hora. Na verdade eu quando penso em pessoas, tento não fazer muito barulho. Às vezes é preciso manter as lembranças em silêncio. Outras, não. Neste caso foi mais que um pedido teu, é necessário um reconhecimento meu de que você continua invisível, mas teve capacidade de me sentir como se estivéssemos um palmo do outro. Você sabe sobre o que falo e também entende minha decepção de não saber o tamanho real da sua mão que deve ser quase duas vezes da minha.
Sei sobre minha ausência. Ela não devia ser tanta assim. A inquietude fica presa nos pés que não aprenderam o samba. Eu falo tanto de coração que cansa a voz, ela fica ao relento e oca. Não sou uma contadora de histórias, mas você é um alfinete branco como eu, como quem me contou sobre eles também. Não sei se lhe contarei como lhe contei daquela vez, mas…
“Certa vez uma menina deu a uma pessoa especial e que ela amava uma bola de isopor contendo vários alfinetes coloridos fincados nela até suas cabeças, e apenas alguns brancos espalhados bela bola, mas estes soltos, quase se desprendendo da bola. Aí ele perguntou a ela o que era aquilo, aquele monte de alfinetes fincados em uma bola de isopor, e ela lhe respondeu que a maioria das pessoas é como os alfinetes coloridos, que precisam estar presas a bola para sobreviverem, precisam girar junto a roda. São pessoas que precisam ter certeza que estão se segurando em algo, e vivem na superfície da felicidade, acreditando que tempo cura tudo, e que também é preciso batalhar para ser feliz. E já os alfinetes brancos, são pessoas livres, não adaptáveis. Que precisam amar um, dois, três, cinqüenta, sempre!, para ainda não terem a certeza sobre o que é o amor e quebrarem o peito com esse sentimento tão vital. Alfinetes brancos, vêem felicidade no que pode ser invisível e também não tem medo da infelicidade, pois sabem que felicidade e tristeza são momentos, e o que sangra, faz viver. E a única certeza de um alfinete branco é que tudo o que tem começo, também tem fim. E assim disse para ele que ele era como um alfinete branco.”
A vida dá preguiça, porque dá trabalho viver. Há muito que se fazer e começar e recomeçar é preciso de impulso. Tire-os do que tanto lhe pulsa aí dentro.
Obrigada por me procurar mais uma vez.
C.
Pessoas ao meio.
Minha vida é cheia de pessoas ao meio. O que me leva a concluir que devo ser também, e assim vivo rasurada. É como um vaso com terra e sem flores, que mesmo assim insisto em encharcar d’água. É tudo um borrão cor de nada. Eu preferia o nublado, cor que vestia seus olhos, mas percebe que até terra apodrece? Que até a terra morre?!
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