Luiz IV:
Nascemos da promessa-lembrança. Nos conhecemos pela afinidade que não existiu, pela curiosidade que não surtiu. Permanecemos estremecidos, distantes e aos nós, mas permanecemos. O que mais fizemos foi permanecer, porém o que menos fizemos também. Gosto desta incompreensão de nós e apesar da mania que tenho de não parar nunca de pensar nos detalhes, e, no por que disso daquilo e daquilo outro até os olhos pingarem feito chuva mansa e dormirem, eu prefiro nos entender assim: sem perguntas – era pra ser.
p.s.: Obrigada. Eu te amo.
“queria conseguir te machucar só para ter textos teus”
Não há necessidade de arrancar sangue de mim ou do meu coração para que eu escreva a você ou a alguém. Ás vezes escrevo por amor ou pela falta excessiva dele. E por que não se arrisca e me faz um risco no peito?
memórias removíveis.
Jogar fora o que não cabe e só fica transbordando pelas laterais acumulando como se fossem entulhos de uma obra já acabada ou o que não pertence mais nem a mim e nem a ninguém. Tão óbvio. Seria mais fácil quando elas não se baralhassem, e não criassem raízes e das raízes não resolvessem brotar de volta. Mesmo que não ágüe, não fertilize, não deixem tomar o sol da manhã, elas não secam, não morrem não se removem. E tudo isso por quê? Pendências que ficaram pra trás.
As dúvidas corroem como as memórias que se recusam a serem deletadas. A busca pela paz é tão consciente e dolorosa que insisto cheia de calos.
Tenho odiado meu tempo vago, por isso tenho preenchido o meu corpo com o cansaço da responsabilidade. Também tenho tentado tapear minhas veias, comecei a escrever para crianças (embora isso abra as portas das minhas memórias de infância que há muito tempo não me confidenciava).
“Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana.”
A verdade é que tenho preferido esquecer para não acreditar o quanto você foi em vão. Embora eu não despreze nenhum de meus erros, é o que me acerta agora. Já pensei se deveria sentir inveja do seu desamor, mas te vejo tão mais vazio e triste agora que chega a me embrulhar o estômago e assim logo desisto de te invejar.
Seu orgulho e ingratidão me fazem por hora preferir ser uma ostra a um porco-espinho. Não insisto mais e opto a ser covarde. Vou preferir continuar a ver seu barco afundar junto das tuas mentiras.
Eu não me engano. Sou sincera comigo, aprendi a ver a mentira refletida no espelho muito cedo e desaprovei isto, e é fácil reconhecê-la nos teus olhos e também nas tuas auto-afirmações que logo você mesmo reprova, muda de idéia e não se lembra.
Perdi meu melhor amigo e companheiro. Estou de luto. Estou com a alma vestida de preto. Sem vontade pra samba. Estou com uma parte morta dentro, criando uma casca mais dura fora.
DESEJO.
Desejo todos os dias que o meu coração não seja mais dependente de você.
ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
A gente sempre quer que dure pra sempre, mesmo que tenha certeza que vai ser só mais uma ferida.
ela era igual você.
Parei diante da porta aberta e não soube mais o que ia ou o que ficava, parei também o relógio pras horas não passarem. Parei pra não precisar mais continuar com o absurdo, parei pra não pensar, pra não chorar e não ter vontade de ir embora com você. Agora não estou incomodada com sua partida e nem com meu coração amorfo, eu parei. Feita de amores ou não, nasci para amar. O amor sempre me foi vão, foi um detalhe de Deus na mão do Diabo. E sem razão o amor corroeu de dentro afora. Já a ela e eu, brindo a sobriedade que é maior que a embriaguez – bebemos de outros corpos, mas dos nossos saciamos a minha, a tua sede e o medo de secarmos sós. A necessidade de amor nos é tanta que amamos uma a outra pela solidão que sentimos por erros cometidos ao devorar corpos e mais corpos sem anseios, sem cobiça, sem verdades; preocupadas somente com o prazer de nossa carne e deste erro cometemos juntas uma mesma vez, um mesmo fato – conjugal. Somos nossas melhores partes desde o dia em que brochamos, murchamos, secamos e desafinamos nos nossos erros, e o estanque de todo sangrar convenceu-se que só juntas podemos suportar nossas dores, a sujeira de nossas almas mal-amadas. Amamo-nos da tristeza que consiste em nossas genuínas almas – somos escárnios e gozamos de molhar nosso lençol, rimos à sorrir de nossas desgraças.



Deixe seu comentário